Não pode faltar no blog o amigo secreto.

   Essa tradição natalina maravilhosa onde todos fingem espontaneidade enquanto claramente decoraram o discurso no banheiro cinco minutos antes. Nada une mais um grupo de pessoas do que colocar desconhecidos para trocar presentes que ninguém pediu, numa tortura psicológica.

   Primeiro vem o sorteio, sempre feito com um sistema misterioso: às vezes é um aplicativo, que vai travar porque o aplicativo sabe que essa é uma péssima idéia. Outras vezes é um papel amassado tirado de um saco, com o risco dos nomes serem repetidos ou a pessoa tirar o próprio nome.

     A emoção é descobrir quem você vai tirar — e a decepção é descobrir que é a pessoa que você só conhece pelo barulho do teclado, ou ainda, tirar o chefe ou alguém da Diretoria.

   Depois vem a lista de desejos:
— “Quero algo simples.”
Tradução: “Quero algo impossível, caro, esteticamente perfeito e que faça minha autoestima subir três níveis.”

— “Qualquer coisa até R$ 30.”
Isso traduzido significa: “Quero algo caro, útil, perfeito, bonito, de marca, que pareça custar muito mais que R$ 30.”

– “qualquer coisa até 50 reais, mas que não seja perfume, nem roupa, nem acessório, nem livro, nem nada colorido, nem nada preto, nem nada com cheiro, nem eletrônico, nem artesanal”.
Tá ótimo, super simples.

O post ficou muito grande. Comente aí em baixo para a parte 2.

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