

Belém intensificou o descaso das duas maiores potências mundiais (EUA e China) com o futuro do planeta.
Vimos na COP 30 uma europa enfraquecida, Russia em guerra, EUA ausentes e China sem propostas. O único consenso entre eles é a necessidade de mais verbas para armamento militar.
Em Baku, Dubai e Sharm El Sheikh as reuniões foram de escritório e engravatados. A COP de Belém foi diferente: com participação popular vibrante de minorias e etnias, numa marcha popular que reuniu 70.000 pessoas fazendo pressão para serem ouvidas.
Vimos que a verdadeira pauta não é sobre clima e carbono, mas sobre justiça social e direitos. Sem a parte social não há políticas ambientais efetivas.
Por outro lado temos o negacionismo dos EUA, o maior poluidor do planeta, que se pudessem negariam até a existência do próprio verão, exceto para promover o “summer sale” com 70% de desconto.
Enquanto isso, furacões, incêndios e enchentes fazem fila como se tivessem senha digital.
A estratégia deles é simples: se você não olhar para o problema, o problema some. É igual criança cobrindo os olhos e achando que desapareceu. Mas em versão adulta, armada e com subsídios para a indústria do petróleo.
E assim seguimos: o planeta pegando fogo, literalmente, e o negacionismo americano fazendo churrasco em cima.


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